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As escolas do Grupo Especial (Primeira Divisão) são dividas em dois dias de desfile (domingo e segunda-feira). O desfile do Grupo Acesso (Segunda divisão) acontece no sábado anterior.
Na sexta-feira acontece o desfile das escolas de samba mirins.
Nos dias de desfiles, cerca de 40 juízes julgam quesitos que as escolas devem cumprir para tentar competir pelo título. O resultado sai na quarta-feira de cinzas; declara-se a campeã e uma escola que será rebaixada para o Grupo de Acesso. As seis melhores colocadas, voltam à Marquês de Sapucaí no sábado seguinte para o Desfile das Campeãs. Da mesma forma que no Grupo de Acesso, onde declara-se a campeã que sobe para o grupo especial e as 2 rebaixadas que vão para o grupo B (terceira divisão).
Cada escola tem um tempo de desfile que pode variar entre 65 e 85 minutos para o grupo especial, que chega a ter 5500 componentes.
As escolas tem seus componentes divididos em grupos ou alas, e cada ala tem a mesma fantasia que representa um assunto dentro do enredo apresentado pela escola, uma bateria que são os ritmistas que tocam os instrumentos de percurssão, uma ala de baianas, figura tradicional do carnaval carioca, ala de crianças, uma comissão de frente, formada por 15 pessoas em média que vem na frente da escola, em geral com uma apresentação teatral ou coreográfica.
Em média cada escola apresenta 7 carros alegóricos, onde estão os destaques do enredo. Algumas alas apresentam coreografias ensaiadas, e atualmente os componentes dos carros também podem apresentar coreografias.
Os diretores de harmonia são responsáveis pela organização do desfile, o casal de mestre sala e porta bandeira, responsáveis pela condução do pavilhão da escola, se apresentam ricamente trajados, sendo que todos os componentes cantam o samba enredo, liderados pelo cantor oficial da escola, o "puxador".
Cálculo das datas de Carnaval
Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da Páscoa que ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir de 21 de março. A terça-feira de CARNAVAL ocorre 47 dias antes da Páscoa.
COMO JULGAR UM DESFILE:
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Alegorias e Adereços
As alegorias são os carros contam o enredo com destaques sobre elas.
Os carros alegóricos não podem ultrapassar oito metros e cinqüenta centímetros de largura e nove metros e oitenta centímetros de altura. Nenhuma alegoria pode ser motorizada. Para a concepção das alegorias serão dadas notas que valerão para a capacidade da escola em criar carros que explorem as potencialidades do enredo. Os carros alegóricos costumam ser os chamarizes dos desfiles. É um segredo que muitos carnavalescos preferem guardar para apresentar apenas no dia dos desfiles. Quanto mais efeitos visuais, mais extasiado fica o público. Ele preocupa-se em dar notas na realização dessas alegorias, de como os carnavalescos criaram formas originais para adequar o enredo à beleza desses carros. O júri não esquece que nos carros devem estar presentes os elementos do enredo.
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Bateria
O único item para observação dos jurados de bateria é o andamento rítmico. Os jurados ficarão basicamente atentos à manutenção regular e à sustentação da cadência dada pelo ritmo. Também pela marcação firme e precisa, podendo ser variada e diversificada através de breques e paradas. O ritmo de uma bateria não pode ser alterado e os sons emitidos pelos instrumentos correspondem aos de uma orquestra: precisão, e todos devem ser perfeitamente conjugados. A bateria é o coração da escola. Quando ela passa na avenida, ninguém consegue ficar parado. É pura emoção. E quanto mais afinada, mais forte e com melhor preparo, além de levantar mais a platéia, ela poderá conseguir pontuação máxima.
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Comissão de Frente
A Comissão de Frente é o cartão de visitas da escola. Como que para dar as boas-vindas e apresentar a escola que a sucede, essa comissão apresenta-se com reverência e de modo adequado ao enredo. O item apresentação e coreografia previamente ensaiada conta valiosos pontos. A comissão é um resumo do enredo, anunciando o desenrolar do enredo da escola.
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Conjunto
É a visão geral do desfile. Os jurados desse quesito estão atentos para todos os componentes, para todo o desfile. Eles precisam estar atentos para a unidade da Escola, tanto para a musical quanto para a dramática e a visual, e como a escola se apresenta na sua totalidade, com alegria, com os carros bem integrados ao enredo, com a história bem contada. Os jurados têm de estar atentos para os detalhes que vão formar o todo, desde as cores das fantasias, sua funcionalidade para contar o enredo, a originalidade, o samba bem cantado, a bateria afinada e a empolgação da escola.
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Enredo
A tarefa de um juiz de enredo é basicamente observar a idéia do enredo, a criação artística desse enredo que vai contar uma história ao longo da passarela. Para essa concepção o jurado fica atento na originalidade, criatividade e basicamente o roteiro, já que ele define a forma do enredo, o encadeamento das partes, o entrosamento das alas, sua seqüência e sua lógica interna.
Nesse item ainda contam pontos a harmonia do tema com o espetáculo, a maneira original como ela é feita e os elementos que enriquecem a história. O importante é que o enredo se desenrole de maneira fácil, fluída, que todos possam compreender sem maiores complicações e subentendidos.
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Evolução
Neste quesito a empolgação é fundamental. O item Movimentação dos desfilantes tem notas que vão julgar o andamento da dança, no ritmo do samba, de acordo com a cadência imposta pela Bateria. Os componentes vão ter de mostrar sua empolgação, a vibração, a espontaneidade e o vigor. Já no item coesão do desfile a nota que prevalece é naturalmente a coesão do desfile, que se evite os buracos entre uma ala e outra a não ser os espaços deixados propositadamente para as alas coreografádas pôr exemplo, ou o espaço exigido para a evolução do mestre-sala e da porta-bandeira. Quanto mais compacta a escola, mais pontos ela obterá.
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Fantasias
As fantasias têm, pôr definição, explicar o enredo, mostrar a ação, esclarecer ao público a história que a escola está contando. Elas vão mostrando, em diversas alas, a conteúdo do enredo. E devem ser adequadas ao enredo. Por exemplo, uma escola que fale do descobrimento do Brasil não pode ter alas fantasiadas com temas de outros países. As notas vão para a concepção dessas fantasias, como o carnavalesco e o figurinista pensaram essas fantasias para melhor contar sua história. A criatividade dessas fantasias, a variedade, a criação e o estilo desses figurinos. A nota vai também para os efeitos dessas fantasias, o impacto das cores e das formas durante o desfile e a adequação dos materiais sempre ligados ao enredo.
Contará ponto também a maneira como foi concebida a fantasia de forma a permitir que os componentes possam pular e sambar sem estarem presos a couraças. Os acabamentos, os cuidados com a confecção e a uniformidade dos detalhes também são levados em conta. Por isso os carnavalescos têm de estar atentos para que os sapatos, os biquínis, calções, chapéus, meias, entre outros, estejam iguais, nos mesmos tons, mesma cor, pois qualquer deslize pode custar alguns pontos a menos.
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Harmonia
Nesse quesito há subdivisão em dois itens; o da harmonia do canto e harmonia do samba. A harmonia do canto é a constatação da perfeita igualdade do canto, da letra e melodia do samba pela totalidade dos componentes da escola. Caso uma escola "atravesse o samba", quando uma parte da escola canta uma estrofe do samba e a outra entoa outra estrofe diferente, há perda substancial de pontos porque a harmonia do samba está desfeita.
É importante que os jurados de harmonia atentem para a continuidade e inalterabilidade do samba, assim como a manutenção de sua tonalidade. Já na harmonia do samba, o que prevalece é o entrosamento da melodia do samba com o ritmo. A Harmonia é o entrosamento entre o ritmo e o canto observando-se a distribuição dos componentes da escola. Os mestres de harmonia costumam ser os intrépidos sambistas que percorrem todas as alas preocupados o tempo todo em não deixar a escola atravessar. Com apitos e megafones, eles mantêm essa unidade que só faz aumentar a beleza dos desfiles.
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Mestre-Sala e Porta-Bandeira
A função do Mestre-Sala é cortejar e apresentar a Porta-Bandeira assim como proteger e exibir, orgulhoso, o pavilhão da escola. Enquanto isso, cabe à Porta-Bandeira conduzir e apresentar a escola. Para isso, os jurados darão notas à apresentação e à fantasia. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira não sambam, eles levam com graça e leveza a bandeira, fazem passos marcados, rodopiam, e tem gestos elegantes e desenvoltos.
A Porta-Bandeira ganha pontos com sua leveza, sua graça e sua atitude altiva e nobre. A fantasia do casal é das mais esmeradas da escola. Tudo deve estar combinado, os cuidados com a confecção são redobrados, e eles perdem pontos caso um chapéu ou parte de sua indumentária caia na avenida.
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Samba-Enredo
Os dois itens que são observados para esse julgamento são a letra e a melodia. A letra é a interpretação literária do enredo.
Ela pode ser tanto descritiva quanto interpretativa. A letra deve estar rigorosamente em harmonia com o desenvolvimento da escola em desfile. É a letra que vai ajudar a compreensão do enredo. Ela tem de ser clara em seu objetivo, tem de ter poesia e bom gosto. Quanto mais rica em adjetivos, no uso adequado da língua portuguesa - claro que com licenças poéticas - mais pontos a letra vai conseguir.
A boa melodia é aquela que é capaz de permitir que todos os componentes da escola se empolguem, cantem a música e que a bateria possa manter sua cadência sem "atravessar" o samba. É importante que a melodia seja original, não lembre melodias de carnavais passados, não apele para a solução fácil da marchinha, do refrão que empolga, mas não tenha nenhuma originalidade.
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